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Glicose

Glicose 
 
A glicose é essencial para a função do cérebro e dos eritrócitos. O excesso de glicose é armazenado na forma de glicogênio no fígado e nas células musculares. 

A dosagem de glicose no sangue é um dos exames mais solicitados aos laboratórios clínicos e tem como finalidade diagnosticar e acompanhar o tratamento de portadores de algum distúrbio no metabolismo de carboidratos que levem a situações de hipo- ou hiperglicemia. 

Um dos problemas mais freqüentes envolvendo carboidratos é o diabetes mellitus, que pode ser descrito como um grupo de doenças metabólicas de diversas etiologias, caracterizado por hiperglicemia, glicosúria e outras manifestações clínicas decorrentes do comprometimento, principalmente, do sistema vascular e do sistema nervoso, levando a lesões em múltiplos órgãos, em especial olhos, rins e coração. 

A prevalência de diabetes mellitus vem crescendo acentuadamente nos últimos anos. A causa apontada para esse aumento são as mudanças de hábitos de vida ocasionados pela acelerada urbanização, levando a um sedentarismo cada vez maior, alimentação desequilibrada, obesidade e estresse contínuo, que facilitam a manifestação da doença em indivíduos geneticamente predispostos. 
Outro dado importante é o aumento da expectativa de vida média na população, que contribui também para o aumento da prevalência da doença. 

Estudos multicêntricos confirmam o aumento da prevalência e sugerem que os indivíduos obesos apresentam o dobro de risco de desenvolver a doença; já aqueles com parentes diretos diabéticos apresentam risco triplicado. Outro dado importante oriundo desses estudos é que metade dos pacientes que tiveram o diagnóstico de diabetes confirmado desconhecia o fato e que 20% entre os que já conheciam o diagnóstico da doença não faziam nenhum tipo de tratamento. O dado de que metade dos pacientes diabéticos em nosso país convive com a hiperglicemia nos leva a um quadro desalentador, no qual o risco de morbidade e de mortalidade aumenta significativamente por complicações vasculares, renais, neurológicas, oftalmológicas e infecciosas. 

Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Hospital Clementino Fraga Filho, publicado em 1998 na Revista de la Asociación Latinoamericana de Diabetes, demonstrou os resultados do acompanhamento de um grupo de pacientes com diabetes tipo 1, com idade média de 31 anos e tempo de evolução da doença de 10,6 anos. Esses pacientes apresentavam percentuais de 15,4% de retinopatia, nefropatia e hipertensão arterial e de 29,2% de neuropatias. No grupo de pacientes com diabetes tipo 2, com idade média de 59,9 anos e com 10,4 anos de evolução conhecida da doença, 32,6% apresentaram macroangiopatia, 31,1%, neuropatias, 6,8%, nefropatias, 64,7%, hipertensão arterial, e 22,8%, retinopatia. 

Uma nova classificação e novos critérios diagnósticos de diabetes mellitus foram propostos em maio de 2000 pela American Diabetes Association, e endossados pela Organização Mundial de Saúde e pela Sociedade Brasileira de Diabetes. 

A classificação etiológica identifica quatro grupos distintos de diabetes 

DIABETES TIPO 1
Auto imunidade e idiopática
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DIABETES TIPO 2
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OUTROS TIPOS ESPECÍFICOS
Defeitos genéticos na ação da insulina, defeitos genéticos da células 
beta, doenças do pâncreas exócrino, endocrinopatias, induzido por drogas, 
infecções, síndromes genéticas associadas e formas imunomediadas incomuns. 
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DIABETES GESTACIONAL
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Tabela adaptada de Diabetes Melitus - Prof. José Egídio P. 
de Oliveira - Risco Cardiovalscular Global-Décio Mion Jr. e 
Fernando Nobre -2000 - Editora Lemos 


O diabetes tipo 1 apresenta duas formas clínicas. Uma, imunomediada, representa 90% dos casos e cursa com marcadores imunológicos de destruição das células beta pancreáticas, como os anticorpos antiilhota, antiinsulina e anti-GAD, entre outros. A outra corresponde a 10% dos casos que, por não terem etiologia conhecida, são classificados como idiopáticos. Embora seja a principal endocrinopatia diagnosticada na infância e na juventude, o termo diabetes infanto-juvenil não deve ser utilizado, uma vez que, de forma menos freqüente, pode também manifestar-se na idade adulta. O termo insulino-dependente também foi abandonado, já que qualquer tipo de diabetes pode, em algum momento, levar à dependência em relação à insulina, além de o paciente apresentar labilidade metabólica e grande tendência a cetoacidose e coma. 

O diabetes tipo 2 se caracteriza por resistência periférica à ação da insulina, forte predisposição genética e familiar e deficiência relativa de insulina, que aumenta com a evolução da doença. A maior parte dos pacientes é obeso clássico ou apresenta a cha mada obesidade abdominal, que está associada ao aumento da produção de ácidos graxos livres, levando a um maior aporte hepático e provocando hiperinsulinemia por diminuição da ligação e extração de insulina pelo fígado. Ambos os quadros cursam com a resistência periférica da insulina. A glicemia eleva-se de modo gradual e, durante os estágios iniciais, não induz a sintomas clínicos significativos. Com isso, o paciente permanece sem diagnóstico por muito tempo. 

O diabetes gestacional é definido como uma intolerância à glicose diagnosticada durante a gravidez. A partir da sexta semana após o parto, nova avaliação deve ser realizada para reclassificação do status da paciente. 
Os novos parâmetros diagnósticos para diabetes: 

- quadro clínico de diabetes associado a uma glicemia casual ³ 200 mg/dL;
- glicemia de jejum superior a 126 mg/dL;
- glicemia 2 horas após sobrecarga oral (TTOG) ³ 200 mg/dL. 

A avaliação da dosagem de glicose deve ser confirmada, pelo menos, em duas ocasiões diferentes. O grupo de intolerantes inclui os indivíduos que se afastam da normalidade (faixa de 110 a 125 mg/dL) mas não apresentam alterações suficientes para serem considerados diabéticos. 
Informações adicionais, consultar Curva glicêmica. 

NOVOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE DIABETES MELLITUS 
GLICEMIS DE JEJUM GLICEMIA CASUAL TESTE DE TOLERÂNCIA ORAL À GLICOSE 
(AOS 120 MINUTOS)
NORMAL até 109 mg/dl até 139 mg/dl
INTOLERÂNTE
(Tolerância Diminuída) intoler6ante em jejum 
entre 110 e 125 mg/dl Intolerânte à sobrecarga entre 140 e 200 mg/dl 
DIABETES MELLITUS Acima de 126 mg/dl > ou = 200 mg/dl Acima de 200 mg/dl. 

Mesmo a população aparentemente saudável deve ser submetida a exames, buscando sempre o diagnóstico precoce do diabetes, o que favorece o tratamento. Os casos que devem ser investigados e/ou acompanhados: 
- pacientes obesos,
- obesidade abdominal,
- sedentários,
- parentes de 1o grau de diabéticos,
- história de diabetes gestacional,
- história de macrossomia fetal e abortos de repetição,
- hipertensão arterial sistêmica,
- resultados que indicam tolerância diminuída à glicose,
- níveis aumentados de triglicerídeos e diminuídos de HDL colesterol.  

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